falando de amor(es)
Descascando até o cerne as falas do ser humano, o que todos estão dizendo o tempo todo é: “eu quero ser amado por você”. Lindo isso, né? Mas cabe aqui a pergunta: o que é que estão chamando de amor?
Para a grande maioria das pessoas, amor é uma reação a necessidades satisfeitas. Você me dá isso de que acredito precisar (segurança, afeto, poder, etc.), e em troca eu te dou o meu amor, ou aquilo que chamo de amor. Como numa transação comercial, e estando ambas as partes satisfeitas, tudo bem(?).
Talvez, entretanto, essa não seja a opção mais elevada que temos à disposição. Talvez o verdadeiro amor viceje em liberdade. Em não precisar, em perceber-se completo. Em descobrir que a pessoa amada não está ali para cumprir nenhuma função em nossa existência, nem nós na dela, e ainda assim permanecer juntos, construindo a relação. Apenas porque... é bom. Apenas por gostar de estar com o outro, compartilhando a vida.
É raro, muito raro que uma relação comece, ou se mantenha, baseada nesse motivo. Mas não quer dizer que por ter iniciado menos bonita do que poderia tenha que assim permanecer. Entra aí o esforço da consciência para mudar, fazendo como na frase de Chico Xavier: “embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo final”.

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