cabeça cheia: isso sim é a morada do capeta!
Existe uma confusão comum quando se fala a respeito de fazer meditação. Muitas pessoas acreditam que meditar é sentar-se em posição de yoga, e ficar lá tentando parar o pensamento. Bem, pra começo de conversa é claro que essa estratégia está fadada ao fracasso: quem fica parado tentando não pensar, nada mais está fazendo que pensar "tenho de parar de pensar, tenho de parar de pensar." Caindo direitinho no jogo da mente, realimentando-a mais uma vez com a dieta de lixo da qual ela tanto gosta.
Na minha opinião, meditação não é uma busca de parar o pensamento, mas de desidentificar-se com ele. Parar de acreditar que as criações de nossas mentes são a realidade e nós mesmos. Diria que meditar é fortalecer o observador que há dentro de nós, para que tenhamos a possibilidade de estarmos realmente presentes em nossas vidas, agindo ao invés de reagir ao mundo ao nosso redor de um modo automático, baseado em situações passadas ou em projeções futuras, apenas muito vagamente semelhantes ao momento presente. Meditar é ver o Universo, com nós mesmos incluidos, claro, como o todo integrado e perfeito que ele é, o qual só essa máquina separatista que é a mente humana poderia disfarçar como algo diferente, fazendo como ela adora fazer: mutilando tudo em detalhes cada vez mais infinitesimais e desconectados. Meditação é a experiência de perceber-se como parte indissociável da mesma energia que compõe todo o Universo. Abrindo mão do ego, percebemos que nossa essência é o observador; e o observador é Deus.

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